sexta-feira, 24 de março de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
Homem que cruzou o Atlântico com um remo sobre uma prancha adaptada
Ele se chama Chris Bertish, tem 42 anos e acabou de fazer história: cruzou sozinho o oceano Atlântico em uma prancha de stand-up paddle adaptada.

O sul-africano completou a façanha nesta quinta-feira, após passar 93 dias em mar aberto, percorrendo 4,5 mil milhas náuticas (cerca de 7,5 mil quilômetros) com a ajuda de uma prancha e um remo.
A viagem começou no dia 6 de dezembro do ano passado, quando Bertish deixou o porto de Agadir, no Marrocos. Sua localização foi monitorada via satélite durante toda a travessia, que incluiu uma passagem nas margens das Ilhas Canárias espanholas antes de entrar no Atlântico.

Na manhã desta quinta-feira, Bertish avistou terra firme e desembarcou na Ilha de Antígua, do país caribenho Antígua e Barbuda.
No trajeto, ele bateu um novo recorde: o de maior distância percorrida por uma pessoa sem ajuda em mar aberto - 71,96 milhas (cerca de 115 quilômetros).
Conhecido por surfar ondas gigantes, Chris Bertish pratica a modalidade de travessia em stand-up paddle, em que o atleta rema de pé sobre uma prancha.
"Quanto mais tempo você puder passar no oceano, não importa a modalidade, melhor. Sou um homem da água e o oceano é minha inspiração. É onde eu realmente me sinto vivo, à vontade, feliz, e livre", diz.
Como ele conseguiu?

Bertish usou uma prancha com um compartimento na parte da frente, onde podia se abrigar para descansar, nos momentos de mau tempo e à noite.
A prancha foi projetada sob medida para ajudar o sul-africano a manter a direção, apesar das altas ondas do mar aberto.
Havia ainda dois painéis solares que abasteciam o equipamento eletrônico que permitia a Bertish seguir o GPS, além de um rádio, um telefone via satélite, um computador, um radar e outros dispositivos.

Com isso, ele conseguiu compartilhar várias fotos da sua jornada no Facebook, em que foram registrados dias de sol e tempestade, navios e até um tubarão.
Ele também tinha um compartimento para armazenar água e comida, além de suprimentos de emergência, para sobreviver mais de 50 dias em alto-mar.
Em várias ocasiões, as condições meteorológicas fizeram com que retrocedesse, como se pode observar analisando o dia a dia da sua jornada. Mas Bertish nunca desistiu.

A viagem também serviu para arrecadar US$ 400 mil (R$ 1,26 milhão) de patrocinadores, que serão destinados a instituições de caridade, conforme ele explica em seu site.
Bertish espera construir cinco escolas na África do Sul, criar um fundo para alimentar crianças e outro para custear cirurgias infantis de lábio leporino.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Iraniana dá volta ao mundo de bicicleta
Conforme publicou em seu site, Ishbel já conheceu 16 países, dentre eles o Brasil. No continente americano começou a pedalar por Ushuaia, na Argentina. Já no Chile caminhou pelo Parque Nacional de Torres del Paine. “Levei duas tentativas para cumprir este sonho. No Natal de 2015 eu quase perdi a minha vida em uma tempestade de neve. Fui encontrada nos estágios finais de hipotermia”, conta. No Ano Novo já apreciava o primeiro pôr-do-sol de 2016 desfrutando de um uísque com uma pedrinha da geleira.
Nessa jornada, ainda pela América do Sul passou um mês sendo voluntária em um centro de esterilização e adoção de cães de rua, pedalou 5.000 metros acima do nível do mar, para chegar à Bolívia. Com 65Kg de equipamento nos Andes, “foi difícil. Não havia oxigênio suficiente”. Do frio de -20 graus Celsius, pedalou pela “Rota do Che” na já contrastante região de floresta, de Valle Grande, Samaipata, ainda na Bolívia. Depois, conheceu o calor tropical do Pantanal brasileiro. No litoral do Brasil um dos sonhos a realizar é o de surfar.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
7 trilhas mais longas (e mais belas) do mundo
Grandes projetos de trilhas de longo percurso foram desenvolvidos ao redor do mundo. Algumas foram feitas somente com o apoio de voluntários e entusiastas. São redes de trilhas que se estendem pelas mais belas paisagens da Terra. Confira abaixo quais são elas:
A TRILHA MAIS LONGA DA AMÉRICA DO NORTE
TRANS CANADA TRAIL
A Trans Canada Trail é uma rede que conecta mais de 500 trilhas com um percurso de 24.000 km ligando o Canadá de costa a costa. A trilha que pode ser percorrida a pé ou de bicicleta começou a ser construída em 1992 através de um projeto gerido pela sociedade civil e já conta com 75% do seu percurso conectado em um total de 17.000 km.
Percurso: 24.000 km
GREATER PATAGONIAN TRAIL
“Greater Patagonian Trail” é um conjunto de trilhas que se estende pelo território da patagônia entre o Chile e Argentina e juntas formam um percurso de 1.311 km percorrido pela primeira vez em 2014 pelo montanhista alemão Jan Dudeck que publicou a façanha no site Wiki Explora. Não se trata de uma trilha “oficial”, mas o feito de Jan se espalhou por vários sites do gênero. É a prova de que ainda há espaço pra quem quer explorar terras pouco conhecidas pelo mundo. As fotos são sensacionais e você pode vê-las aqui.
Percurso: 1.311 km
GRAND ITALIAN TRAIL
Sentiero Italia ou Grand Italian Trail é uma trilha que cruza todo o território da Itália. A trilha é dividida em 368 seções. Começa em Trieste, atravessa toda a região dos Alpes, toda cordilheira dos Apeninos, passando pela Sicília e termina em Santa Teresa Gallura, na Sardenha. A trilha usa longos trechos de trilhas pré-existentes, incluindo a “Grand Alpine Trail”, a “Ligurian Mountain Trail” e a “Tuscan Grand Apennine Trail”.
Percurso: 6.166 km
GREAT HIMALAYA TRAIL
O Great Himalaya Trail é o projeto de uma rede de trilhas que formarão a maior e mais alta trilha do mundo. É um percurso de 4.500 km aos pés da cordilheira do Himalaya passando por parte dos territórios da China, Butão, Nepal, Índia e Paquistão.
Percurso: 4.500 km
A TRILHA MAIS LONGA DA OCEANIA
TE ARAROA TRAIL
A “Te Araroa Trail” foi aberta em 2011 após 15 anos de trabalho de centenas de voluntários. Seu percurso cruza o território das duas ilhas da Nova Zelândia, passando pelas florestas subtropicais e o planalto vulcânico da Ilha do Norte e segue até os Alpes ao sul da Ilha do Sul.
Percurso: 3.000 km
TE ARAROA TRAIL
A “Te Araroa Trail” foi aberta em 2011 após 15 anos de trabalho de centenas de voluntários. Seu percurso cruza o território das duas ilhas da Nova Zelândia, passando pelas florestas subtropicais e o planalto vulcânico da Ilha do Norte e segue até os Alpes ao sul da Ilha do Sul.
Percurso: 3.000 km
A MAIOR TRILHA DO ORIENTE MÉDIO
ISRAEL NATIONAL TRAIL
A “Israel National Trail” ou “Shvil Yisrael” é uma trilha que foi inaugurada em 1995 e atravessa todo o território de Israel. Seu percurso tem 1000 km e a trilha leva em média de 45-60 dias para ser concluída. Foi incluída em uma lista com 20 “trilhas épicas” da National Geographic e segundo a publicação ela faz o viajante “mergulhar em paisagens bíblicas e na vida cotidiana de Israel moderno”.
Percurso: 1.000 km
A TRILHA MAIS LONGA DA ÁFRICA
SIR SAMUEL E LADY FLORENCE BAKER HISTORICAL TRAIL
A “Sir Samuel e Lady Florence Baker Historical Trail” é uma trilha que se estende entre os territórios do Sudão do Sul e Uganda e percorre o histórico percurso das expedições de Sir Samuel e Lady Florence Baker ocorridas entre os anos de 1860 e 1870. A trilha é um projeto do antropólogo e explorador africano Julian Monroe Fisher em conjunto com as autoridades de Uganda e Sudão do Sul e os descendentes de Sir Samuel Baker.
Percurso: 805 km
7 dicas valiosas para iniciantes de TRILHAS
1 – Poupe energia
Mantenha um ritmo constante para evitar desgaste desnecessário. A velocidade indicada para os iniciantes é entre 4 e 5 km/H. Faça pausas de meia hora. Tire a bota e a meia e deixe seus pés respirarem.
Sabendo do seu tempo disponível e a distância total a ser percorrida, ida e volta se for o caso, planeja além do ritmo, o número de pausas para descanso e alimentação. Se o percurso for desconhecido, considere levar alguém com experiência em trilha ou contrate um guia local.
3 – Equipamentos certos
Uma boa mochila cargueira é essencial. Esse tipo de mochila, transfere boa parte do peso, dos ombros, para a região lombar, fazendo com o peso percebido seja menor do que o carregado. Roupas e equipamentos específicos para trekking, são mais leves e compactos e ajudam a reduzir o peso a ser transportado.
4 – Check-Up
Caminhar com uma mochila nas costas é uma atividade para quase todo mundo. Antes de encarar a sua primeira jornada, consulte o seu médico para que ele possa atestar sua aptidão.
5 – Proteja os seus pés
Opte por tênis ou botas específicas para trekking ou caminhada. Se for encarar terrenos acidentados, prefira botas de cano médio ou alto, para minimizar o risco de torções. Use meias de trekking, sintéticas ou de lã, nunca algodão, para reduzir a chance aparecerem as temíveis bolhas nos pés.
6 – Cuidados essenciais
Hidratação e alimentação adequados. Contra o sol, use boné legionário para proteger a nuca e prefira camisetas de manga longa com fator de proteção solar. Não esqueça do protetor para rosto e lábios. Leve sempre na mochila uma lanterna e um canivete.
7 – Respeite o Meio Ambiente
Nosso planeta é repleto de belezas naturais e lugares paradisíacos, mas antes de pensar em explorá-los, precisamos agir e encarar o desafio da preservação. Não basta conhecer, é preciso cuidar.
"Da natureza nada se tira a não ser fotos, nada se deixa a não ser pegadas, nada se mata a não ser o tempo, nada se leva a não ser lembranças..."
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